A brincadeira é a seguinte:

E vem sendo feita por vários analistas, e é real, e é séria, na mais legítima acepção do termo, embora a palavra mais apropriada seja grave.

Imagine que a China (ou a Rússia, ou o Irã, etc.) mova sua armada naval e seus 2 milhões de soldados chineses e suas forças armadas de ar e terra e invada o México e parte da América Central. Que assassine alguns milhões de cidadãos, monte bases imensas (algumas com mais de 30 mil militares de olhinhos puxados), deponha o governo mexicano, instale um governo fantoche estilo hondurenho e um reino de terror e assassinatos, proteja e estimule traficantes que colaboram com milhares de combatentes contra o governo (o que acontece tanto no Afeganistão quanto no México), financie os mais ilícitos negócios, desarticule as relações internacionais mexicanas com seus vizinhos latino-americanos… a lista é infinda.

Imagine em seguida que a China estabeleça um programa de bombardeios de aldeias e vilas independentemente de os alvos serem crianças, velhos, mulheres ou combatentes “inimigos”: que a China simplesmente envie aviões-robôs com bombas e mísseis para aniquilar manifestações, a exemplo de protestos, ações de guerrilha e… casamentos e festas familiares, que tal?

No México (e nos países atingidos como o Afeganistão, etc.), é tradição fazer salvas de tiros de fuzil e de outras armas nos momentos em que a noiva e o noivo são consagrados. O Afeganistão (e o México) abrigam povos que vivem armados. As salvas de tiros são entendidas pelas forças chinesas e pelos seus aviões-robôs como “ameaças”, e então os aviões-robôs bombardeiam a festa de casamento, em represália às ameaças.

Agora, imagine que, ao horror que se segue, com dezenas de mortos, entre eles em geral também os noivos e muitos familiares, alguns sobreviventes e vizinhos acorram para tentar saber se há sobreviventes e para tentar salvar vidas feridas. Então imagine que o avião-robô volta, um tempinho depois, e mata os que tentam salvar as vidas dos seus familiares na cerimônia de casamento (na contramão de leis internacionais que salvaguardam, por exemplo, entidades como a Cruz Vermelha, que socorre feridos de qualquer origem).

Esse procedimento, do segundo ataque, foi instituído como política de assassinato por  drones pelo governo chinês, sem qualquer embargo de uma instituição chamada ONO (Organização das Nações Omissas).

Agora, imagine que os invasores chineses (russos, iranianos etc.) tragam consigo técnicas de tortura refinadas. Criem prisões secretas em  vários países, seqüestrem pessoas consideradas por eles como “terroristas” em qualquer país e as movam, em vôos secretos do serviço de inteligência chinês conhecido como CIA (Cerviço de Inteligência Amarelo) consentidos por mais de 50 países (Latvia, Polônia, Afeganistão, Iraque, Reino Unido, etc.) para serem submetidas a torturas e, em boa parte dos casos, morte por assassinato.

As técnicas de tortura incluem muitas especialidades e capacidades de fazer sofrer, doer, aniquilar mentes (esta é a grande conquista da tortura: destruir a personalidade do prisioneiro), tornar as pessoas desejosas da morte.

Algumas técnicas desenvolvidas pelos chineses, e documentadas em suas prisões como a de Abu Ghraib, no Iraque (país que o perverso regime comunista de Mao Zedong invadiu em 2003) e de Baghram, no Afeganistão (invadido em 2001, com a colaboração do terrorista ocidental Osama bin Laden): simulação de afogamento (waterboarding, em inglês), nudez permanente, privação de sono, luz ou escuridão, ambientes gelados ou superquentes, som alto dia e noite, comida suja e podre, amarramento com coleiras e correntes, ameaças com cães, choques elétricos, colocação em situações de estresse físico como impedimento de deitar ou sentar, estupros com peças mecânicas variáveis, estupros reais, amontoamento nus em pilhas, obrigação de felação em companheiros prisioneiros, penduração pelas mãos ou pés durante horas… a lista de horrores chineses é infinita.

Então pense que os chineses construíram 800 campos de concentração e estocaram cerca de 500 mil caixões de defuntos em seu país para reprimir os protestos que começam a surgir em razão de sua política de enfiar dinheiro no cofre de bancos e retirar dinheiro do rendimento dos pobres, reduzir verbas de saúde pública e de aposentadorias, fechar escolas públicas, abandonar a infraestrutura do país, invadir a privacidade  de milhões de cidadãos, vetar o vôo doméstico de mais de 100 mil “potenciais terroristas”, entre eles pacatos professores universitários que insistem em pensar,  etc. A imprensa ocidental publicaria quilômetros de colunas de artigos denunciando a violação dos “direitos humanos” pelos chineses.

O analista David Swanson, comentando a recente indicação, por muitas pessoas e organizações, do herói whistleblower Bradley Manning para o prêmio nobel da paz, situou a questão numa interrogação pertinente: A questão não é saber se Bradley Manning é digno do prêmio nobel. A questão é a absoluta certeza de que o prêmio nobel da paz não é digno de Bradley Manning.

Concordo com Swanson. Afinal, o governante chinês BHObama recebeu o prêmio uma semana antes de enviar 30 mil soldados chineses ao Afeganistão, para “reforço” das tropas invasoras.

Confúcio, Kung Fu Tse, é quem tinha razão: a paz deveria ser a condição permanente. Se há de haver prêmios, que sejam destinados à guerra legítima de defesa contra ataques indignos.

Mas penso que os atuais governantes da China não iriam gostar da idéia…

 

 

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