BHObama finalmente alimenta Guantánamo na marra

Há uma greve de fome rolando entre os presos da mais infame prisão do mundo,  Guantánamo. A imprensa-empresa, claro, ignora. São quase trinta presos em greve de fome. Logo começarão a morrer. Os carcereiros tentam alimentar os grevistas à força, por injeções de alimentos pelo nariz.

Certamente, Guantánamo é a maior iniqüidade do século XXI. Hoje, é obra de BHObama. Mas não a maior: os drones assassinos são, certamente, sua maior glória, que dignificam seu prêmio nobel da paz. Sem aspas: o prêmio merece.

Não há mais nada a dizer. O prêmiosidente nobel da “paz” é quem tem a fazer: fingir que não viu e calar a boca da imprensa-empresa (sem dificuldade: essa entidade se cala por si, na sua mais absoluta demonstração de vocação para a canalhice).

O carinha andou por Israel abraçando a sua amada extrema-direita e ralando-se para os palestinos. Logo depois, a Turquia, membro da assassina Otan, vem de  reatar relações com Israel, rompidas na época do ataque contra a flotilha de paz que intentava romper o bloqueio à Faixa de Gaza palestina.

A mesma Turquia mostra-se aberta às forças islamistas classificadas como “terroristas” pelo Departamento de Estado, mas que vêm sendo nutridas e armadas pelo mesmo DE com o auxílio da inefável CIA. Abre suas fronteiras e suas pernas para o fluxo de armas e combatentes terroristas contra o regime sírio da vizinha Síria, antes tolerada aliada.

O mesmo filme: o inimigo fictício de hoje é o amigo de amanhã e o inimigo de depois das amanhãs de bombardeios.

O embaixador-agente da CIA foi morto em Benghazi, ex-Líbia (a Líbia foi destruída-dissolvida pela força das armas do império),  foi pro beleléu com armas fornecidas pelo império e seus amigos. O falso socialista francês Hollande levou mais de 3 mil soldados do seu país francês pra conter ataques de “terroristas” saídos da Líbia que foram armados e financiados e incentivados pela França na Libia (mais Itália, UK e império) e, segundo a mídia serva, agora ameaçam a “estabilidade” do Mali, vizinho do Níger, que fornece 30% do combustível nuclear para as usinas francesas. Armas francesas matam soldados franceses na antiga colônia francesa africana: velho filme de volta, agora pelas mãos de um “socialista”.

Os “terroristas” usam armas fornecidas pela Otan, França inclusive. O império passa como trator sobre as questões delicadas de povos e regiões que foram suas colônias, e que agora voltam ao status colonial pela força das mesmas armas de antes. O comando africano imperial, Africom, tenta superar a influência da China, como se fosse possível.

Mas os velhos colonialistas não percebem que o jogo mudou, o mundo é outro. O império invadiu o Iraque, matou mais 1 milhão 500 mil pessoas, provocou êxodo de mais de 2 milhões 500 mil familiares, jogou mais de 2 milhões para fora do país, exilados sem futuro, dividiu um país antes secular em três facções sectárias em guerra, mas, afinal, saiu derrotado.

Mataram mais de 2 milhões 500 mil pessoas, velhos, crianças, mulheres e poucos combatentes homens, no Vietnã. E saíram com o rabo entre as pernas. Agora, vão sair, melhor, serão saídos, do Afeganistão, com muitos rabos entre as pernas. Ou seja, essa política da força mata, aniquila, destrói, mas é sempre derrotada ao final.

Todo império tem seu apogeu e seu fim. O mundo já conheceu pouco mais de 70 impérios ao longo da história humana registrada. Ao final, o império gringo é apenas mais um. E morre por dentro, como se vê: endividado, reduzindo pensões, cortando benefícios sociais, fechando escolas públicas, mantendo mais de 800 campos de concentração no país e um estoque fantástico de 500 mil caixões de defunto. E, como se vê, morre também por fora.

Alguém já viu a imprensa-empresa falar nos 800 campos de concentração e nos 500 mil caixões em estoque no país?

 

 

 

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